08/10/2026
A retrospectiva que a 50ª Mostra exibe em homenagem ao português Paulo Branco revela como a produção ocupa um lugar central naquilo que chamamos de autoria. Paulo Branco virá a São Paulo pela primeira vez e receberá o Prêmio Leon Cakoff.
Os 13 longas que compõem a retrospectiva, grande parte em cópias restauradas, são um recorte dos mais de 300 projetos que trazem a marca de Paulo Branco como produtor, produtor executivo ou associado, e de alguns dos mais de 60 filmes viabilizados por ele que já passaram pela Mostra.
A marca autoral do produtor, nascido em 1950 em Lisboa, começou a se formar em 1974, quando passou a trabalhar no cinema Olympic, com Frédéric Mitterrand. Pouco depois, ficou responsável pela gestão da sala parisiense Action-République, onde exibia filmes de Ruiz, Wenders e do suíço Alain Tanner — diretores cujas obras mais tarde iria produzir. Iniciou sua trajetória como produtor em 1979, transitando continuamente entre Paris e Lisboa.
A programação apresenta dois filmes de sua parceria com Manoel de Oliveira; “Francisca” (1981) e “Vou Para Casa” (2001), além de filmes de outros grandes expoentes da cinematografia portuguesa: João César Monteiro — representado com “Silvestre” (1981) e “Branca de Neve” (2001) na retrospectiva —, Pedro Costa — com “Casa de Lava” (1994), — e Rita Azevedo Gomes — com “Frágil como o Mundo” (2001).
A retrospectiva também exibe duas obras-primas do franco-chileno Raúl Ruiz — “A Cidade dos Piratas” (1983) e “Mistérios de Lisboa” (2010), —e continua com “O Estado das Coisas” (1982), do alemão Wim Wenders, “O Rei das Rosas” (1986), do também alemão Werner Schroeter, em cópia restaurada inédita, “A Prisioneira” (2000), da belga Chantal Akerman, “Poucos de Nós” (1996), do lituano Šarūnas Bartase, e “Maine Océan” (1986), do francês Jacques Rozier, também em nova cópia restaurada.
Nesta 50ª Mostra, Paulo Branco ainda traz as novas produção “O Barqueiro”, de Simão Cayatte, “Memórias do Cárcere”, de Sérgio Graciano, e “Aqui”, de Tiago Guedes, adaptação da “Trilogia de Jesus”, do ganhador do Nobel de Literatura J.M. Coetzee.
Retrospectiva e Homenagem - Paulo Branco
"A Cidade dos Piratas", de Raúl Ruiz
"A Prisioneira", de Chantal Akerman
"Branca de Neve", de João César Monteiro
"Casa de Lava", de Pedro Costa
"Frágil como o Mundo", de Rita Azevedo Gomes
"Francisca", de Manoel de Oliveira
"Maine Océan", de Jacques Rozier
"Mistérios de Lisboa", de Raúl Ruiz
"O Estado das Coisas", de Wim Wenders
"O Rei das Rosas", de Werner Schroeter
"Poucos de Nós", de Šarūnas Bartas
"Silvestre", de João César Monteiro
"Vou para Casa", de Manoel de Oliveira
"O Barqueiro", de Simão Cayatte *Competição Novos Diretores
"Memórias do Cárcere", de Sérgio Graciano *Perspectiva Internacional
“Aqui”, de Tiago Guedes *Perspectiva Internacional
Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.