Ministério da Cultura e Petrobras apresentam - 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo >>> DE 15 A 29/10 >>> VI Encontro de Ideias: DE 20 A 23/10 Ministério da Cultura e Petrobras apresentam - 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo >>> DE 15 A 29/10 >>> VI Encontro de Ideias: DE 20 A 23/10 Ministério da Cultura e Petrobras apresentam - 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo >>> DE 15 A 29/10 >>> VI Encontro de Ideias: DE 20 A 23/10

Jornal da Mostra

Relembre como foi a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

04/11/2026

Juri da 48ª Mostra

A histórica edição da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo aconteceu entre os dias 15 e 29 de outubro de 2026. Durante duas semanas, a Mostra apresentou um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido, além de novas tendências, temáticas, narrativas e estéticas. Foram exibidos 394 filmes de mais de 90 países, entre trabalhos de novos realizadores e de cineastas consagrados, homenagens, retrospectivas e diversos títulos restaurados.

Entre as muitas comemorações da 50ª Mostra esteve a exposição “Tempo e Movimento: Os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, com expografia de Daniela Thomas, e com cenografia dela e de Felipe Tassara. A exposição aconteceu no Solar Fábio Prado entre os dias 04 e 29 de outubro e resumiu visualmente as cinco décadas de história do evento.

Já no livro “Antes que eu me esqueça: Um ensaio de lembranças para os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, a diretora da Mostra, Renata de Almeida, entrelaçou a história da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo às próprias memórias, afetos e episódios que marcaram cinco décadas da cultura cinematográfica brasileira e mundial. Com prefácio de Walter Salles, o livro reuniu fotografias que pontuam as lembranças da autora e compôs, ao lado de seu relato, uma memória pessoal da trajetória da Mostra.

Uma das marcas da Mostra são os cartazes: a cada ano, um artista ou cineasta recebe o convite para criar a arte do pôster. Essa diversidade faz com que cada edição tenha sua marca própria, que foi reunida em “50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, livro que trouxe todos os cartazes da Mostra e da Mostrinha e uma breve história por trás de cada um deles.

A programação da 50ª Mostra também apresentou uma exposição dos cartazes que estamparam as cinco décadas de história do evento, na Casa das Rosas.

Durante dois anos, a Mostra trabalhou para recuperar e digitalizar seu banco de dados. O resultado foi o Acervo (acervo.mostra.org), um novo site que reúne 50 anos de história do evento, com informações sobre os quase 12 mil filmes exibidos, além de cartazes e registros de todas as edições. Aberta a todos para consulta e pesquisa, a plataforma permite navegar por edição, filme, direção ou país, entre outros caminhos possíveis, incluindo um mapa interativo com a localização geográfica de títulos e diretores por ano.

A cerimônia de abertura da 50ª Mostra Internacional de Cinema aconteceu no dia 14 de outubro, na Sala São Paulo, e contou com a exibição do longa-metragem “Tigre de Papel”, do cineasta norte-americano James Gray. O realizador foi o responsável pela arte do pôster da Mostra deste ano, ganhou uma retrospectiva na programação e participou de uma conversa com Walter Salles no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado, ocasião em que Gray foi homenageado com o Prêmio Leon Cakoff.

O produtor português Paulo Branco veio a São Paulo pela primeira vez e recebeu o Prêmio Leon Cakoff na Cerimônia de Abertura da 50ª Mostra. Paulo Branco também realizou uma masterclass no dia 16 de outubro, no Cinusp. Ainda como parte da homenagem, a 50ª Mostra realizou uma retrospectiva com 13 de seus trabalhos.

Também entre os homenageados desta 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o diretor indiano S.S. Rajamouli veio a São Paulo para uma exibição especial e única do seu premiado filme “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução” (2022) no dia 19 de outubro, quando foi entregue o Prêmio Leon Cakoff ao realizador. Após a exibição, Rajamouli conversou com o público em uma masterclass.

A potente filmografia do realizador Marco Bechis e seu cinema político muito particular, que mistura vivências pessoais, testemunhos, contextos históricos e registros documentais, também foram homenageados. Na 50ª Mostra, o cineasta recebeu o Prêmio Humanidade e apresentou seu mais recente trabalho, “Retorno a Buenos Aires”. No dia 22 de outubro, Marco Bechis recebeu o Prêmio Humanidade na sessão do filme, exibido no Cultura Artística.

Também filme de abertura da Mostra, o curta-metragem “Sul de Teerã”, de Kleber Mendonça Filho, fez sua estreia no Brasil. Presente na cerimônia, Kleber também lançou o livro “O Agente Secreto”, com o roteiro de seu premiado filme, dentro da programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Espaço tradicional nas últimas edições, a Sala Petrobras na Mostra esteve em novo endereço neste ano: o Solar Fábio Prado. Montado especialmente para a 50ª Mostra, o espaço abrigou exibições e sessões especiais, masterclasses e conversas com o público.

No dia 19 de outubro, ocorreu a masterclass "O Cinema de Contrapartida em Territórios de Conflito", ministrada pela cineasta Eliane Caffé e pela diretora de arte Carla Caffé, em que apresentam maneiras afetivas e solidárias de se aproximar das comunidades representadas em filmes. A aula aconteceu na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado. 

Pelo sexto ano consecutivo, a Mostra promoveu o Encontro de Ideias Audiovisuais, um grande evento do mercado audiovisual para a discussão de ideias, conexões e formulação de novos projetos. Neste ano, o Encontro de Ideias ocorreu entre os dias 20 e 23 de outubro, no Solar Fábio Prado. O evento também contou com o Esquenta Encontro, no dia 15 de outubro, e o Pós Encontro, no dia 26, além do Quase Lá, o programa Work-in-Progress (WIP) da Mostra.

Confira como foram as mesas do VI Encontro de Ideias Audiovisuais.

A 3ª edição da Mostrinha, seção dedicada ao público infantil e juvenil da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, contou com uma programação que combinou diversidade cultural, diferentes olhares sobre a infância e uma ampla presença pela cidade. Foram 20 longas e um curta-metragem de 20 países. A abertura aconteceu na Sala São Paulo, no dia 15 de outubro, com a exibição de “Clarice Vê Estrelas”.

Dentre as ações comemorativas dos 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o músico e compositor André Abujamra, responsável pelas trilhas sonoras das vinhetas da Mostra há mais de 30 anos, conduziu, ao lado de sua banda, um cine concerto especial inspirado na trajetória do evento. Chamado “As Vinhetas da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, o show aconteceu no dia 21 de outubro, no Sesc 24 de Maio.

A 50ª Mostra deu sequência às tradicionais exibições de filmes com música ao vivo com a apresentação da nova cópia restaurada de “Aurora” (1927). O primeiro longa de Friedrich Wilhelm Murnau em Hollywood ganhou duas sessões no Teatro Cultura Artística nos dias 23 e 24 de outubro, com a nova trilha sonora composta por Timothy Brock executada ao vivo pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica.

Entre as homenagens e novas restaurações, a Mostra também apresentou o “Projeto Pelechian”, que trouxe restaurações da obra indescritível e inclassificável que o cineasta armênio Artavazd Pelechian construiu ao longo de seis décadas; as versões restauradas dos dois primeiros longas de Patricio Guzmán — “O Primeiro Ano” (1972) e o monumental “A Batalha do Chile” (1975-1979) — em memória do cineasta falecido em setembro deste ano; e celebrou o centenário de nascimento de Andrzej Wajda com a exibição de “Cinzas e Diamantes”, “O Bosque de Bétulas” e “Sem Anestesia”.

A relação de Abbas Kiarostami (1940-2016) com a Mostra foi longa e rica. Desde “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?” (1987), todos os seus filmes foram exibidos no evento. A 50ª edição da Mostra apresentou a exposição “STEPS – Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami”, que ficou instalada no MIS entre os dias 20 de outubro e 8 de novembro, e trouxe 60 imagens em preto e branco de escadarias registradas ao redor do mundo pelo diretor, em uma de suas últimas séries de fotos.

Pela primeira vez, a coleção e o curta “Me Leve pra Casa” (2016), construído a partir das fotografias e concebido para ser visto junto às imagens, foram apresentados em conjunto. No dia 24 de outubro, no MIS, ocorreu a exibição do curta, seguido de um debate com Ahmad Kiarostami, filho do cineasta e diretor da Fundação Abbas Kiarostami, e o diretor argentino Lisandro Alonso, que preparava uma versão de “Gosto de Cereja” (1997).

A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também dedicou um espaço especial em sua programação para a exibição de séries e minisséries, com a seção Mostra em Série. Além de “Sócrates Brasileiro” (2 episódios em finalização), de Walter Salles, foram exibidos “Coligay - A Torcida Impossível”, de Paulo Machline, a segunda temporada de “Colônia”, de André Ristum, “Leve Chico”, de Marianna Brennand, e a nova versão restaurada de “A Casa no Bosque” (1971), de Maurice Pialat.

A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo mais uma vez esteve em Belém, em sua terceira passagem pela capital paraense. Entre os dias 22 e 28 de outubro, 17 títulos da programação desta edição foram exibidos no Cine Líbero Luxardo, equipamento de cultura vinculado à Fundação Cultural do Estado do Pará.

No dia 24 de outubro, a Mostra apresentou “I Love Boosters”, segundo longa-metragem do diretor e músico norte-americano Boots Riley, no Teatro Cultura Artística. Após a sessão, Riley participou de uma conversa com Maria Angela de Jesus. Nesta edição, além de apresentar seu filme, ele também integrou o júri do evento.

Além de Boots Riley, o júri da 50ª Mostra foi composto pelo cineasta iraniano Ali Asgari, pelo diretor e roteirista colombiano César Augusto Acevedo e pela diretora, roteirista e produtora brasileira Laís Bodanzky. Durante a primeira semana de exibições, o público votou nos filmes que concorreram ao Troféu Bandeira Paulista. Nesta edição, 115 títulos integraram a Competição Novos Diretores, e os 15 mais votados pelo público foram apresentados ao júri. Saiba mais sobre eles.

Os vencedores da 50ª edição foram revelados na cerimônia de premiação, no dia 29 de outubro, no Cultura Artística, que teve como filme de encerramento o documentário “Tudo Pode Ser Visto”, dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim. Confira os filmes premiados da 50ª Mostra.

 

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.