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Jornal da Mostra

50ª Mostra exibe três filmes do cineasta russo Andrey Zvyagintsev, incluindo seu novo trabalho, “Minotauro”

13/10/2026

Juri da 48ª Mostra

Foto: “Minotauro”, de Andrey Zvyagintsev

Um dos cineastas de maior renome no cinema russo neste século, Andrey Zvyagintsev ganha destaque dentro da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com três filmes na seleção desta edição. Além de seu novo trabalho, “Minotauro”, que foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano, a programação exibe dois de seus primeiros longas que sacramentaram a sua marca autoral ao retratar complexos dramas familiares: “O Retorno” (2003) e “O Desterro” (2007).

Nascido em Novosibirsk, na Rússia, em 1964, Zvyagintsev começou a sua carreira no teatro, área à qual dedicou seus estudos. Frequentou a escola de teatro da sua cidade natal antes de se formar, em 1990, na Faculdade de Atuação do Instituto Russo de Artes Teatrais (GITIS), em Moscou. Ao longo daquela década, fez diversas participações no teatro, no cinema e na TV como ator, até estrear como diretor, em 2000, realizando três curtas-metragens para a REN TV, rede de televisão aberta russa.

Com o “O Retorno”, Andrey fez sua premiada estreia na direção de longas a partir de uma história sobre a tentativa de recuperar laços familiares perdidos. No filme exibido na 27ª Mostra, dois irmãos embarcam em uma viagem de pesca com o pai, que reaparece inesperadamente após 12 anos de ausência. Mas o homem, de comportamento misterioso, parece esconder seus verdadeiros e obscuros planos, intrigando os adolescentes com suas explosões de raiva que se alternam com momentos cativantes. O filme foi premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2003

No seu trabalho seguinte, “O Desterro”, o equilíbrio familiar é posto à prova em um momento de aparente tranquilidade. Alex leva sua esposa Vera e os dois filhos para uma casa em uma região rural isolada, mas no que deveria ser um refúgio da vida urbana, paira uma tensão silenciosa e persistente entre o casal. Logo após chegarem, Vera revela sua gravidez, porém, a criança não é de Alex, o que desencadeia uma série de conflitos emocionais e morais nos dois.

Zvyagintsev continuaria a sua trajetória premiada dos dois primeiros longas com outros títulos exibidos em edições passadas da Mostra. “Elena” (2011), vencedor do Prêmio Especial do Júri na seção Um Certo Olhar de Cannes, integrou a seleção da 35ª Mostra. O aclamado “Leviatã” (2014) venceu o prêmio de melhor roteiro na competição do festival francês e o Prêmio da Crítica na 38ª Mostra, enquanto “Sem Amor” (2017) foi apresentado na 41ª Mostra, após levar o Prêmio do Júri do Festival de Cannes, com ambas as obras indicadas ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Aliás, Andrey é membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e também da Academia Europeia de Cinema.

Após complicações de saúde durante a pandemia e um longo período de reabilitação, Andrey Zvyagintsev voltou ao set de filmagens para realizar seu mais recente filme, “Minotauro”. Baseado no longa “A Mulher Infiel” (1969), de Claude Chabrol, a nova produção transporta a trama escrita e dirigida pelo cineasta francês para a Rússia de 2022. É neste cenário que Gleb, um diretor de empresa bem-sucedido, se vê sitiado por pressões corporativas crescentes e por um mundo cada vez mais instável, causando um colapso de sua vida cuidadosamente organizada que acelera rumo à violência.

 

CONFIRA A SELEÇÃO COMPLETA DOS FILMES DA 50ª MOSTRA

 

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.