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Jornal da Mostra

James Gray, Paulo Branco, S.S. Rajamouli e Marco Bechis são os homenageados da 50ª Mostra; conheça mais sobre eles

03/10/2026

Juri da 48ª Mostra

Foto: James Gray, Paulo Branco, S.S. Rajamouli e Marco Bechis

Em meio às celebrações de seus 50 anos de existência, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem a honra de também homenagear personalidades do cinema que há décadas se dedicam a construir suas carreiras de maneiras originais, criativas e marcantes.

Em 2026, serão três os homenageados com o Prêmio Leon Cakoff, o cineasta americano James Gray, o produtor português Paulo Branco, e o diretor indiano S.S. Rajamouli.

Já o Prêmio Humanidade, honraria concedida a profissionais que possuem uma trajetória de trabalhos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e questões sociais, será dado ao cineasta ítalo-chileno Marco Bechis.

Além de apresentar pessoalmente na abertura da 50ª Mostra seu filme “Tigre de Papel”, que também tem sessões comerciais durante o evento, James Gray é o responsável pela arte do cartaz deste ano. Dono de um cinema clássico, de estética rigorosa, o diretor é celebrado com o Prêmio Leon Cakoff e com uma retrospectiva de seus filmes, entre eles “Fuga para Odessa” (1994), “Caminho sem Volta” (2000), “Os Donos da Noite” (2007) e “Era uma Vez em Nova York” (2013). Ele também participa de sessão seguida de conversa com o cineasta brasileiro Walter Salles no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado.

Em sua trajetória, Paulo Branco foi produtor, produtor executivo ou associado de inacreditáveis 300 filmes, apoiando a viabilização de diversas vozes autorais do cinema mundial. A 50ª Mostra fez uma seleção dessa produção invejável, reunindo 13 longas como “Silvestre” (1981), de João César Monteiro, “Francisca” (1981), de Manoel de Oliveira, “O Estado das Coisas” (1982), de Wim Wenders, “A Prisioneira” (2000), de Chantal Akerman, e “Mistérios de Lisboa” (2010), de Raúl Ruiz. 

Nesta 50ª Mostra, ele ainda traz “O Barqueiro”, de Simão Cayatte, “Memórias do Cárcere”, de Sérgio Graciano, e “Aqui”, de Tiago Guedes, adaptação da “Trilogia de Jesus”, do ganhador do Nobel de Literatura J.M. Coetzee.  

O indiano S.S. Rajamouli virou fenômeno mundial com “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução” (2022), que ganhou o Oscar de melhor canção original. Ambientado na Índia colonial da década de 1920, o filme acompanha a amizade fictícia entre dois revolucionários lendários, Alluri Sitarama Raju e Komaram Bheem, enquanto eles se unem em uma luta épica contra o domínio britânico. O filme une ação espetacular e números musicais inacreditáveis com uma temática histórica e social relevante. “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução” ganha apresentação especial na Sala Petrobras na Mostra, e Rajamouli participa de conversa com o público.

Já o Prêmio Humanidade será entregue a Marco Bechis. A potente filmografia do realizador constrói um cinema político muito particular, que mistura vivências pessoais, testemunhos, contextos históricos e registros documentais. O cineasta ítalo-chileno apresenta na Mostra seu mais recente trabalho “Retorno a Buenos Aires”, exibido em competição no Festival de Veneza. No filme, após passar 33 anos na Itália, Mariano Guerra volta à Argentina para testemunhar no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura militar. Seu retorno a Buenos Aires o obriga a confrontar o que significa ter sobrevivido. 

 


Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.