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Jornal da Mostra

VAMOS DEBATER A PAIXÃO POR CINEMA

17/10/2008

Juri da 48ª Mostra Os Filmes da Minha Vida é uma nova forma de debater a paixão por cinema que a 32ª Mostra Internacional de Cinema passa a oferecer aos cinéfilos. Personalidades do cinema, como Walter Salles e Hector Babenco, revelarão ao público os filmes que marcaram suas vidas. Os encontros serão realizados diariamente no Clube da Mostra, na sala 4 do anexo do Espaço Unibanco (rua Augusta, 1475), de 18 a 29 de outubro, às 11h. O evento é gratuito, estando apenas sujeito à lotação da sala. Participarão dos encontros públicos deste ano: Sábado, dia 18 – Leon Cakoff
Diretor da Mostra Internacional de Cinema, festival que criou em 1977. Leon Cakoff formou-se na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1972, com especialização em Antropologia. Jornalista desde 1969, como crítico de cinema e diretor da Mostra combateu a censura nos anos da ditadura militar. Co-dirigiu com Renata de Almeida Volte Sempre, Abbas, selecionado para o 56° Festival de Veneza, e produziu o documentário Bem-Vindo a São Paulo, com vários diretores convidados de renome internacional. Em agosto último, o 65º Festival de Veneza foi aberto com a exibição do curta-metragem Do Visível ao Invisível, dirigido pelo mestre Manoel de Oliveira, tendo Leon Cakoff como produtor e ator. Domingo, dia 19 – Hubert Alquéres
Diretor Presidente da Imprensa Oficial do Estado, o professor Hubert Alquéres é um entusiasta da Mostra e acompanha o evento desde a primeira edição. Iniciou-se no jornalismo como crítico em diversos veículos. Editou livros que deram à Imprensa Oficial 15 prêmios Jabuti entre 2004 e 2008. Foi Secretário Adjunto da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo no Governo Mario Covas e Secretário de Comunicação no início do Governo José Serra.  É membro do Conselho Estadual de Educação desde 1998. Como educador, foi Professor na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), da Escola de Engenharia Mauá e dirigiu o Colégio Bandeirantes, onde pioneiramente, promoveu sessões de cinema para os alunos.   Segunda, dia 20 – Rubens Ewald Filho
Com 41 anos de profissão, é autor de 28 livros. Pioneiro na imprensa brasileira, Rubens Ewald Filho foi o primeiro crítico a escrever sobre filmes na TV, vídeo e DVD. Também foi o primeiro a trabalhar na televisão por assinatura e na internet. Trabalhou como ator e roteirista no cinema. Escreveu telenovelas e atualmente é diretor teatral de peças como Querido Mundo, Hamlet Gashô, O Amante de Lady Chatterley. Ficou conhecido como o Homem do Oscar, após comentar 23 vezes a festa dos Academy Awards para o Brasil. Terça, dia 21 – Carlos Reichenbach
Gaúcho de Porto Alegre, radicado em São Paulo, Carlos Reichenbach teve uma carreira eclética: trabalhou como ator, operador de câmera e diretor de fotografia na chamada Boca do Lixo paulistana nos anos 1970. Estreou na direção de longas em 1971, com Corrida em Busca do Amor. Construiu uma das cinematografias mais versáteis do cinema brasileiro. É autor de títulos como Filme-Demência, filme considerado inovador no ano de 1985 no Festival de Roterdam, Anjos do Arrabalde, Alma Corsária, Dois Córregos e Garotas do ABC, vencedor de três prêmios no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro em 2004. Quarta, dia 22 – Daniela Thomas
Trabalha há mais de 25 anos como diretora de arte e cenógrafa em cinema, teatro e ópera. Como cineasta, escreveu e co-dirigiu com Walter Salles Terra Estrangeira, O primeiro dia, um dos episódios do longa-metragem Paris, te amo e o longa Linha de Passe. No teatro, já dirigiu Fernanda Montenegro e Fernanda Torres e criou cenários e figurinos para centenas de produções no Brasil e no mundo. Por sua obra, recebeu inúmeros prêmios, entre eles a Golden Triga na Quadrienal de Praga, considerado o maior prêmio da área de cenografia. Quinta, dia 23 – Bruno Barreto
Com 18 longas-metragens em seu currículo, começou aos 17 anos de idade, dirigindo Tati, a Garota, em 1972, seguido de A Estrela Sobe e Dona Flor e Seus Dois Maridos, o maior sucesso de bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos com mais de 12 milhões de espectadores. Destacam-se ainda entre seus filmes, Romance da Empregada, O Que é Isso, Companheiro?, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 1998, e Última Parada - Ônibus 174, que será exibido na 32ª Mostra e é o indicado brasileiro a uma vaga na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro Sexta, dia 24 – Inácio Araújo
Crítico de cinema do jornal Folha de S. Paulo e autor, entre outros, dos livros Hitchcock – O Mestre do Medo (ed. Brasiliense) e Cinema – O Mundo em Movimento (ed. Scipione). Com o romance Casa de Meninas (ed. Marco Zero), ganhou o prêmio revelação de autor da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1988. Também participou como roteirista e montador de vários filmes de longa-metragem. Sábado, dia 25 – Helena Ignez
Figura notável da cultura brasileira, Helena Ignez integrou inúmeros movimentos de vanguarda e é destacada como musa do Cinema Novo. Com 40 anos de produção em vários campos da arte cênica e cinematográfica, foi homenageada, em 2006, pelo 20º Festival de Films de Fribourg, na Suíça, onde foram exibidos 25 filmes nos quais ela atuou, produziu ou dirigiu, entre eles O Pátio, de Glauber Rocha, O Bandido da Luz Vermelha e A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla. Domingo, dia 26 – Walter Salles
Premiado cineasta brasileiro, é autor de documentários como Socorro Nobre e Krajcberg, O poeta dos Vestígios, e de oito filmes de ficção, entre eles, Central do Brasil, Abril Despedaçado e Diários de Motocicleta. Em parceria com Daniela Thomas, Walter Salles dirigiu Terra Estrangeira, O Primeiro Dia e Linha de Passe, que levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes deste ano pela atuação de Sandra Corveloni. Segunda, dia 27 - Marco Bechis
O diretor e roteirista italiano é reconhecido e respeitado em todo o mundo pelo seu cinema engajado. Marco Bechis estreou em 1991 com o longa Alambrado. Garage Olimpo, o segundo filme, aborda a questão da ditadura na Argentina e recebeu diversos prêmios. Com Hijos/Figli, seu terceiro longa-metragem, foi premiado no Festival de Veneza. Neste ano, exibe na Mostra o longa Terra Vermelha. Terça, dia 28 – Hector Babenco
Nasceu em Buenos Aires e nacionalizou-se brasileiro. O Rei da Noite, de 1976, marcou sua estréia no cinema. O filme seguinte, Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, venceu a histórica 1ª Mostra. Em sua filmografia, constam obras premiadas como Pixote, a Lei do Mais Fraco, O Beijo da Mulher Aranha, Ironweed, Brincando nos Campos do Senhor, Coração Iluminado, Carandiru e O Passado. Quarta, dia 29 – Renata de Almeida
Co-diretora e produtora da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Responsável, em conjunto com Leon Cakoff, pela seleção de filmes e programação do evento, Renata de Almeida também é responsável  pela elaboração das oficinas, palestras e debates, trabalho que realiza desde 1990. Trabalhou como atriz de teatro e produtora de elenco/figuração em cinema. Co-dirigiu o curta-metragem Volte Sempre Abbas e um episódio do longa Bem-vindo a São Paulo.