

Nascida em Konstanz, na Alemanha, em 1942, Ulrike Ottinger é artista visual e cineasta. Figura iconoclasta do Novo Cinema Alemão, ela é uma realizadora lésbica cuja obra percorre seis décadas. Dirigiu filmes como “Retrato de uma Bêbada - Caminho sem Volta” (1979); “Freak Orlando” (1981), exibido na 7ª Mostra; e “O Retrato de Dorian Gray na Imprensa Marrom” (1984). Nos últimos trinta anos, Ottinger também voltou-se para o cinema de não-ficção, em documentários de caráter etnográfico, como “Taiga” (1992); “The Korean Wedding Chest” (2009); e “Under Snow” (2011); além de travelogues como “Paris Calligrammes” (2020). Seus filmes foram exibidos em festivais como os de Cannes, Veneza e Berlim, enquanto seu trabalho artístico foi apresentado em instituições como o MoMA, em Nova York; a Cinemateca Francesa e o Centro Pompidou, em Paris; o Museu Reina Sofía, em Madri; e o Museu de Arte de Berkeley.