

Uma das principais vozes do cinema documental latino-americano, o chileno Patricio Guzmán nasceu em Santiago em 1941. Estudou filosofia e cinema no Chile e na Espanha, onde se formou na Escuela Oficial de Cinematografía de Madrid. De volta ao Chile em 1971, realizou “O Primeiro Ano” (1971), sobre os primeiros meses do governo de Salvador Allende. Após o golpe de Estado de 1973, foi preso e deixou o país, levando consigo parte do material que havia filmado para “A Batalha do Chile” (1975-1979, 3ª Mostra), trilogia documental sobre o governo de Allende e sua queda. Exilado, viveu em Cuba, na Espanha e, posteriormente, na França. Entre seus principais filmes estão “En Nombre de Dios” (1987), “Chile, la Memoria Obstinada” (1997), “O Caso Pinochet” (2001, 25ª Mostra), “Salvador Allende” (2004), “Nostalgia da Luz” (2010, 34ª Mostra), “O Botão de Pérola” (2015, 39ª Mostra), vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim, “A Cordilheira dos Sonhos” (2019), vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes, e “Meu País Imaginário” (2022). Em 1997, fundou o Festival Internacional de Documentales de Santiago (FIDOCS). Recebeu o Prêmio Humanidade da 39ª Mostra em 2015 e o Prêmio Nacional de Artes da Representação e Audiovisuais do Chile em 2023. Patricio Guzmán morreu em Paris, em 2026.