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Diretores

Julio Bressane

Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1946. Um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro, começou a carreira como assistente de direção em “Menino de Engenho” (1965), de Walter Lima Jr., e logo em seguida dirigiu os curtas “Lima Barreto - Trajetória” e “Bethânia Bem de Perto - A Propósito de um Show”, ambos em 1966. Estreou como diretor de longas em 1967 com “Cara a Cara”. Em 1969, fundou com Rogério Sganzerla a produtora Belair, realizando no mesmo ano “O Anjo Nasceu” e ”Matou a Família e Foi ao Cinema”, cânones do Cinema Marginal. No ano seguinte, fez três filmes: “A Família do Barulho”, “Barão Olavo, o Horrível” e “Cuidado Madame”. Também é diretor de obras como “Brás Cubas” (1985, 9ª Mostra), “São Jerônimo” (1998, 23ª Mostra), “Dias de Nietzsche em Turim” (2001, 25ª Mostra), “A Erva do Rato” (2008, 32ª Mostra), “Educação Sentimental” (2013, 37ª Mostra), “Garoto” (2015, 39ª Mostra), “Beduíno” (2016, 40ª Mostra) e “Leme do Destino” (2023, 47ª Mostra). Em parceria com Rodrigo Lima, dirigiu “A Longa Viagem do Ônibus Amarelo” (2023, 47ª Mostra) e “Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas” (2024, 49ª Mostra). Seus filmes foram exibidos em festivais como os de Locarno, Veneza e Roterdã. Julio Bressane também foi homenageado na 47ª Mostra, em 2023, com o Prêmio Leon Cakoff.