“Li o livro do rio. (...) Não é vaidade. (...) Nunca chegarás ao fim do teu próprio devir, a loucura da criação, a alegria da existência”. Despertar de Osíris, O Livro Egípcio dos Mortos, 1550-1069 AC.
O nosso primeiro objeto de investigação e cuidado deve ser a vida. Sabemos a razão para isso, pois somos seres vivos numa situação em que as condições de vida estão em perigo. O que não tem lugar neste discurso ecológico é a morte. O fato de a morte ser difícil de reconhecer não é novo, mas na nossa situação contemporânea, a morte tem um novo rosto. “Ouro e Cinza” ultrapassa a representação para se tornar um ato íntimo de escavação que se propõe mediar – material, política e metafisicamente – a reapropriação da morte como um poder e a nossa soberania como seres mortais nas esferas privada e social. O filme especula ainda sobre as implicações da representação do trauma e a estética do desaparecimento.

Ouro e Cinza
2024
76 min.
Ficção
Portugal
Portugal, mulheres na direção
Colorido
Salomé Lamas
Salomé Lamas
Pedro J. Márquez
Salomé Lamas, Francisco Moreira, João Martinho
Luísa Cruz, Margarida Vila-Nova
Luís Urbano, Sandro Aguilar
O Som e a Fúria
O Som e a Fúria
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