33ª Mostra Internacional de Cinema - São Paulo International Film Festival 20 out - 05 nov 2009

Veja a vinheta
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Apresentação especial memória brasileira

MACUNAÍMA (MACUNAÍMA) - 1969 - Brasil - Ficção

MACUNAÍMA
MACUNAÍMA
MACUNAÍMA
seta
Sinopse
Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter, um verdadeiro anti-herói. Nasce preto, numa palhoça na selva, em plena mata tropical e virgem. Seu divertimento é brincar com as moças. Depois de adulto, deixa a região em companhia dos irmãos. É quando Macunaíma sofre uma súbita transformação, tornando-se branco. Na metrópole, passa a viver às custas da guerrilheira Ci, enquanto tenta reaver o talismã que ela lhe havia dado. Vive aventuras urbanas e zombeteiras, como a que acontece na mansão do magnata Venceslau Pietro Pietra, que se diverte numa piscina de feijoada, onde todos são devorados. Depois de muitos dissabores, Macunaíma volta à floresta carregado de eletrodomésticos, troféus inúteis da civilização, apenas para desaparecer assim como viveu: antropofagicamente. Um compêndio de lendas, mitos e da alma do brasileiro, a partir da clássica rapsódia de Mário de Andrade.
Créditos
diretor
Joaquim Pedro de Andrade
roteiro
Joaquim Pedro de Andrade
fotografia
Guido Cosulich
montagem
Eduardo Escorel
música
Mário de Andrade, Orestes Barbosa, Silvio Caldas
elenco
Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat
produtor
Joaquim Pedro de Andrade
produtora
Difilm, Filmes do Sêrro, Grupo Filmes, Condor Filmes
108 minutos
color, 35mm
Diretor
Joaquim Pedro de Andrade

Nasceu no Rio de Janeiro em 1932 e morreu 1988, vítima de câncer no pulmão. Em 1959, realizou os curtas O Poeta do Castelo, sobre o poeta Manuel Bandeira, e O Mestre de Apipucos, sobre o escritor e sociólogo Gilberto Freyre. Em 1965, fundou a produtora Filmes do Serro e iniciou as filmagens de seu primeiro longa, o polêmico O Padre e a Moça, estrelado por Paulo José e Helena Ignez. Foi preso pela ditadura militar em 1969, mesmo ano em que começou a filmar Macunaíma, filme que inovou a estética do Cinema Novo ao incorporar elementos da chanchada e transfigurar fatos da vida política, que invadem o relato épico das andanças do personagem entre figuras da mitologia popular. Dirigiu ainda Os Inconfidentes (1972), Guerra Conjugal (1975), um episódio do filme Contos Eróticos (1977), O Aleijadinho (1978) e O Homem do Pau-Brasil (1981, 5ª Mostra). Foi tema de uma retrospectiva integral na 30ª Mostra, com cópias restauradas de seus filmes.