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Apresentação especial memória brasileira
MACUNAÍMA (MACUNAÍMA) - 1969 - Brasil - Ficção
diretor: Joaquim Pedro de Andrade
- Sinopse
- Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter, um verdadeiro anti-herói. Nasce preto, numa palhoça na selva, em plena mata tropical e virgem. Seu divertimento é brincar com as moças. Depois de adulto, deixa a região em companhia dos irmãos. É quando Macunaíma sofre uma súbita transformação, tornando-se branco. Na metrópole, passa a viver às custas da guerrilheira Ci, enquanto tenta reaver o talismã que ela lhe havia dado. Vive aventuras urbanas e zombeteiras, como a que acontece na mansão do magnata Venceslau Pietro Pietra, que se diverte numa piscina de feijoada, onde todos são devorados. Depois de muitos dissabores, Macunaíma volta à floresta carregado de eletrodomésticos, troféus inúteis da civilização, apenas para desaparecer assim como viveu: antropofagicamente. Um compêndio de lendas, mitos e da alma do brasileiro, a partir da clássica rapsódia de Mário de Andrade.
- Créditos
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- diretor
- Joaquim Pedro de Andrade
- roteiro
- Joaquim Pedro de Andrade
- fotografia
- Guido Cosulich
- montagem
- Eduardo Escorel
- música
- Mário de Andrade, Orestes Barbosa, Silvio Caldas
- elenco
- Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat
- produtor
- Joaquim Pedro de Andrade
- produtora
- Difilm, Filmes do Sêrro, Grupo Filmes, Condor Filmes
- 108 minutos
- color, 35mm
- Diretor
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Joaquim Pedro de Andrade
Nasceu no Rio de Janeiro em 1932 e morreu 1988, vítima de câncer no pulmão. Em 1959, realizou os curtas O Poeta do Castelo, sobre o poeta Manuel Bandeira, e O Mestre de Apipucos, sobre o escritor e sociólogo Gilberto Freyre. Em 1965, fundou a produtora Filmes do Serro e iniciou as filmagens de seu primeiro longa, o polêmico O Padre e a Moça, estrelado por Paulo José e Helena Ignez. Foi preso pela ditadura militar em 1969, mesmo ano em que começou a filmar Macunaíma, filme que inovou a estética do Cinema Novo ao incorporar elementos da chanchada e transfigurar fatos da vida política, que invadem o relato épico das andanças do personagem entre figuras da mitologia popular. Dirigiu ainda Os Inconfidentes (1972), Guerra Conjugal (1975), um episódio do filme Contos Eróticos (1977), O Aleijadinho (1978) e O Homem do Pau-Brasil (1981, 5ª Mostra). Foi tema de uma retrospectiva integral na 30ª Mostra, com cópias restauradas de seus filmes.


