33ª Mostra Internacional de Cinema - São Paulo International Film Festival 20 out - 05 nov 2009

Veja a vinheta

Abbas Kiarostami

Filmes na 33ª Mostra:
SHIRIN, 2008
Filmes em outras edições:
Cinco, 2004
10 sobre dez, 2003
DEZ, 2002
Dez, 2002
ABC ÁFRICA, 2001
ABC Africa, 2001
O VENTO NOS LEVARÁ, 1999
O Vento nos Levará, 1999
Gosto de Cereja, 1996
ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS, 1994
Através das Oliveiras, 1994
VIDA E NADA MAIS (E A VIDA CONTINUA), 1992
Vida e Nada Mais - a Vida Continua, 1991
CLOSE-UP, 1990
Close Up, 1990
LIÇÃO DE CASA, 1989
Lição de Casa, 1989
Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, 1987
First Graders, 1984
The Report, 1977
The Traveller, 1974
Presente mais uma vez em São Paulo, o cineasta iraniano Abbas Kiarostami ministra uma oficina de cinema e uma aula magna na Fundação Álvares Penteado, apoiadora da Mostra. Além disso, apresenta a exposição As Estradas de Kiarostami, com 52 fotos em preto-e-branco de muitos dos caminhos captados por sua câmera na região norte do Irã, clicadas pelo diretor entre 1978 e 2003. A exposição é apresentada com a colaboração do Museo Nazionale del Cinema de Turim, onde as fotos foram exibidas pela primeira vez, em 2003, e será mantida na FAAP durante a 28a Mostra. A Cosac & Naify e a Mostra promovem o lançamento mundial do livro Abbas Kiarostami, com a exclusiva totalidade das fotos assinadas pelo diretor. O volume contém três textos e quatro poemas inéditos de Kiarostami e sua filmografia completa e comentada, além da análise O Real, Cara e Coroa, de autoria do crítico franco-iraniano Youssef Ishagpour. Kiarostami nasceu em Teerã, em 1940. Cursou a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Teerã. Em 1969, funda o departamento de Cinema do Instituto de Desenvolvimento Intelectual para Crianças e Jovens Adultos, que se torna um centro de referência. Aí passaram futuros cineastas como Dariush Mehrjui e Jafar Panahi. Estreou como roteirista e diretor em 1970, com o curta The Bread and Alley, realizando seu primeiro longa, The Traveller, quatro anos depois. Ganhou reconhecimento internacional a partir de 1987, com Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, em que afirma uma linha semidocumental. O tom reforça-se em Lição de Casa (1989, 19a. Mostra), baseado em depoimentos de crianças sobre o sistema escolar iraniano, e aperfeiçoa-se em Close Up (1990, 14a. Mostra), em que o diretor acompanha o julgamento de um cinéfilo que se fazia passar por Mohsen Makhmalbaf. Maior projeção ainda mereceu seu trabalho seguinte, Através das Oliveiras (18a. Mostra), que competiu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1994 e obteve o Prêmio da Crítica da 18a. Mostra. Com estes filmes, diretor consolida-se como mestre de uma narrativa enxuta, apoiada num enfoque humanista, procurando engajar o espectador em seguir o curso de um tempo que se aproxima à vida real, mediante a identificação com as pessoas comuns, que estão sempre no centro de sua dramaturgia. Seu projeto seguinte foi o roteiro de O Balão Branco (1995, 19a. Mostra), dirigido por seu assistente Jafar Panahi. Retoma o clássico documentário de Jean Vigo sobre Nice em 1930, dirigindo um dos episódios de À Propos de Nice – A Continuação (1995, 19a. Mostra). Dois anos depois, Kiarostami realiza uma drástica guinada de tom, escrevendo e dirigindo uma séria reflexão sobre o sentido da vida em Gosto de Cereja (21a. Mostra), que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Nesse mesmo ano, o festival francês concede-lhe o Prêmio Rossellini, pelo conjunto de sua carreira, enquanto a UNESCO entrega-lhe a medalha Fellini. O Vento nos Levará (1999, 23a. Mostra) competiu no Festival de Veneza, obtendo o prêmio especial do júri. Kiarostami filmou pela primeira vez fora do Irã e experimentou o digital em ABC África (2001, 25a Mostra ), um olhar contundente sobre o expansão da AIDS em Uganda. A condição feminina, tema pouco explorado no cinema iraniano, está no centro de Dez (2002, 26a. Mostra), em torno de situações cotidianas na vida de uma jovem mãe, profissional e divorciada. Este filme também concorreu à Palma de Ouro em Cannes. Kiarostami prossegue na análise de temas contemporâneos e urbanos no roteiro de Ouro Carmim (27a. Mostra), também dirigido por Jafar Panahi. Em 2004, o Festival de Cannes exibiu seus dois filmes mais recentes: Cinco e Dez sobre Dez, também incluídos na programação da 28a. Mostra, juntamente com uma pequena retrospectiva de seu trabalho.