21º Mostra Internacional de Cinema Perspectiva Internacional
A TRÉGUA

Itália   

A TréguaBaseado em romance autobiográfico do italiano (de origem judaica) Primo Levi, conta a história de um grupo de homens de várias nacionalidades recém-libertados de um campo de concentração russo. Eles estão voltando para casa, depois de anos de infortúnio. Não formam um grupo homogêneo: em suas fileiras estão heróis, traidores, fazendeiros, ciganos e intelectuais – entre os quais o próprio Primo Levi.

O que une esses homens é a redescoberta do mundo, da vida, os que os mantém numa alegre confusão, caminhando pelas estradas da Europa Central deslumbrados com a liberdade que acabaram de conquistar.

Nessa longa jornada de retorno à pátria perdida, o escritor redescobre aos poucos o sentido da vida, unindo-se a companheiros de viagem com universos existenciais e culturais não exatamente iguais aos seus. Ao voltar para o conforto do lar, o autor encontra alegria nos pequenos fatos da vida cotidiana e no ato de escrever sobre a terrível experiência que acabara de passar.

  Ficha Técnica

     Sobre o diretor

DIREÇÃO: Francesco Rosi
ROTEIRO: Francesco Rosi, Stefano Rulli, Sandro Petraglia
FOTOGRAFIA: Pasqualino De Santis
MONTAGEM: Ruggero Mastroianni
MÚSICA: Luis Bacalov
ELENCO: John Turturro, Rade Serbedzija, Massimo Ghini, Teco celio, Roberto Citran, Claudio Bisio, Andy Loutto, Aginieska Wagner, Stefano Dionisi
PRODUTOR: Leo Pascarolo e Guido de Laurentiis
PARTICIPAÇÃO
EM FESTIVAIS:
Cannes
PRODUÇÃO: 3 Emme Cimematografica
Via Alessandro Poerio, 114 - 00152 - Roma
Tel.: 00 39 6 587963
Fax: 00 39 6 5812407
WORLD SALES: Capitol Films
23, Queensdale Place, Londres, W11 4SQ
TÍTULO ORIGINAL: La Tregua
   Col., 128 min. 1997

A Trégua

Francesco Rosi nasceu em 1922, em Nápoles, onde passou a infância e a juventude. Nessa época, levado pelo tio, mergulhou no mundo do teatro, do circo e da ópera. Formou-se em Direito, mas, influenciado pelo pai, um bem-sucedido ilustrador, acabou fazendo os desenhos de uma edição de Alice no País das Maravilhas.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, após trabalhar na Rádio Napoli, mudou-se em 1946 para Roma, onde atuou como ator de teatro e assistente de direção. Não demorou a descobrir o cinema, tornando-se auxiliar dos cineastas Luchino Visconti (em A Terra Treme, Senso e Belíssima), Michelangelo Antonioni e Mario Monicelli.

Em 1951, começou a escrever roteiros e no ano seguinte estreou na direção, substituindo Gofredo Alessandrini em Anita Garibaldi. Três anos depois, co-dirigiu, com Vittorio Gassman, Kean. Apenas em 1958, estreou sozinho na direção com La Sfida, premiado como Melhor Primeira Obra no Festival de Veneza.
Realizou a seguir I Magliari (1960), Salvatore Giuliano (1963, Urso de Prata no Festival de Berlim), O Momento da Verdade (Il Momento de la Veritá,1965), C'era Una Volta (1967), Uomini Contro (1970), O Caso Mattei (Il Caso Mattei, 1971), Lucky Luciano (1973), Cadaveri Eccellenti (1975), Cristo Se é Fermato a Eboli (1977), Os Irmãos (I Fratelli,1981), Carmen (1984), Crônica de Uma Morte Anunciada (Crónica de Una Morte Anunciada, 1987), Olvidar Palermo (1990) e Diário Napolitano (Diario Napolitano, 1992).