História de amor
sobre os profundos sentimentos existentes na relação mãe e filho. Quando a mãe adoece,
o filho se encarrega de cuidar dela: ele a alimenta, a leva para tomar sol na frente da
casa e lê cartões postais em voz alta. Juntos, vivenciam momentos tocantes e sensíveis,
recordando o tempo em que ele era apenas um garoto e ela não o deixava ficar longe de seu
olhar atento, com medo de perdê-lo.Sempre
preocupada em protegê-lo, ela tenta esconder dele a iminência da morte. Pede a ele que a
leve para passear, mesmo sem poder andar. Ele, então, a carrega pelo vilarejo vazio, um
lugar deserto onde são os últimos habitantes. Assim, os dois se mantêm longe de
qualquer sinal do mundo exterior, a não ser pela fumaça de uma locomotiva distante.
Quando a mãe morre, o filho fica sozinho, num mundo que não pode lhe oferecer conforto.
Para acentuar os fortes laços entre eles e seu isolamente
proposital, o diretor utiliza uma paisagem tristemente bela, inspirada nos quadros do
pintor Caspar David Friedrich. Longas tomadas em campos de milho, rebaixados pelo vento e
emoldurados pelas nuvens no topo das colinas, ou quartos escuros e cheios de sombras, onde
o brilho da luz tem um efeito magnífico, foram os principais elementos que o diretor
buscou na obra de Friedrich para criar este drama de amor infinito e incondicional. |