O amor, a amizade e
os relacionamentos na era da Aids são os temas desta comédia de costumes que marca a
estréia do canadense Daniel Langlois. Filmado num estilo que mistura e revisita os mais
variados gêneros, desde uma câmera semi-realista até as comédias de situação,
pode-se identificar neste filme influências de Pedro Almodovar, Eric Rohmer e Pasolini.
É quase uma versão gay de Boudu Salvo das Águas, clássico de Jean Renoir.A história se passa em Montreal e gira em torno de Philippe e
Jean-Marc, um casal gay em torno dos 30 anos, e seu grupo de amigos. As esperanças,
medos, obsessões e pesadelos da turma estão no centro da narrativa. Philippe e Jean Marc
são donos de um restaurante à beira da falência. Assim, convidam os amigos para uma
festa, esperando que algum deles invista no negócio. Por lá, estão Natalie, praticante
de meditação zen e que tem uma queda especial por Phillipe; Christian, um garoto
inquieto, e Joe, um gerente de banco meio perverso.
Acontece uma série de confusões, a festa acaba e Jean-Marc,
sozinho em casa, recebe um último convidado, Steve. Ele pensa que Steve é o garoto de
programas que Christian havia chamado por telefone. O rapaz acaba tumultuando a vida quase
certinha dos dois namorados. O final é recheado de revelações. Como define o diretor:
"O Escorte imita a vida. Num dia tudo é bonito, no outro alguém morre e tudo
fica triste. É uma montanha russa de emoções". |