21º Mostra Internacional de Cinema Perspectiva Internacional
O AMIGO DO DEFUNTO

Ucrânia / França   

O Amigo do DefuntoRelato bem-humorado das mudanças culturais e sociais de um país com o fim da União Soviética. Quando a liberdade não existia, as pessoas eram mais solidárias e o calor humano era recorrente na vida diária. A liberdade chegou acompanhada da ganância, da solidão e da frieza nas relações pessoais. Na Ucrânia, amor e piedade parecem ser sinônimos. Assim, esse filme é sobre pessoas que se ama ou das quais se tem piedade.

Anatoly é uma dessas pessoas. Ele vive em Kiev, tentando se adaptar à nova realidade. É um intelectual que não conseguiu seguir a passagem do socialismo para o capitalismo selvagem. Trabalha como pode para sustentar a família e nem imagina que a mulher o engana e vive saindo com outros homens. Desiludido, decide dar um basta em tudo. A única saída que vê é a morte. Contrata matadores de aluguel - que não faltam em Kiev - para fazer o serviço. Mas até nisso, ele consegue falhar. A partir daí, mal-entendidos e encontros bizarros fazem com que descubra seu lugar neste mundo de barbarie.

  Ficha Técnica

     Sobre o diretor

DIREÇÃO: Viatcheslav Krichtofovitch
ROTEIRO: Andreï Kourkov
FOTOGRAFIA: Vilen Kolouta
MONTAGEM: Elvira Soumovskaïa
MÚSICA: Vladimir Gronski
PRODUTOR: Nikola Machenko, Pierre Rival
PARTICIPAÇÃO
EM FESTIVAIS:
Cannes
PRODUÇÃO: Compagnie des Films 142 avenue de Malakoff 75116 Paris
Tel: 00 33 1 4502-2100 Fax: 00 33 1 4502-2109

National Dovjenko Films
Prospekt Pobedy 44 25057 Kiev
Fax: 00 380 44 446-4044

Compagnie Est-Ouest
71 rue Lepic 75018 Paris
Tel: 00 33 1 4606-7844 Fax: 00 33 1 4577-0371

WORLD SALES: Celluloid Dreams
24, rue Lamartine 750009 Paris
Tel: 00 33 1 4970-0370 Fax: 00 33 1 4970-0371
TÍTULO ORIGINAL: Priatiel Pakoinika
   Col., 105 min., 1997

Viatcheslav Krichtofovitch

Nascido em 1947, em Kiev, na Ucrânia. Em 1971, terminou seu curso de Direção no Instituto de Arte Teatral de Kiev. Desde então trabalha nos estúdios Dovjenko, na sua cidade. Entre 1976 e 1985, realizou seis filmes para a televisão, começando em 1986 a trabalhar no cinema, quando dirigiu Femme Seule Veut Faire Connaissance, vencedor do prêmio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Montreal. Em 1988, fez Autoportrait d'un Inconnu, e, em 1991, A Costela de Adão (La Côte d'Adam), comédia premiada no Festival de Montreal e seleção da 17ª Mostra.